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segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

A águia e a raposa (Fábula de Esopo), de Manuel Mendes da Vidigueira

 

A ÁGUIA E A RAPOSA

Tinha a Águia filhos, e para os cevar levou nas unhas dois raposinhos tomados de uma lousa. A mãe, que o soube, lhe foi rogar que lhe desse seus filhos; mas a Águia lá do alto zombou dos rogos, e disse que não deixaria de lhos comer. A raposa magoada começou logo a cercar a árvore, onde a Águia tinha seu ninho, de muitas palhas, tojos, paus secos, e arranjou-os de tal maneira, que pondo-lhe o fogo, fez uma fogueira muito grande. Viu-se a Águia atribulada do fumo e labareda, e com o receio que ardesse a árvore toda, lançou-lhe os filhos sem lhes tocar, e quase ficou chamuscada pela indústria da Raposa. 

MORAL DA HISTÓRIA:
Posto que algum presuma ser Águia na força, e ter estado avantajado dos outros, nem por isso afronte, nem agrave o fraco e pequeno, que não possa vingar-se do maior. Deus ajuda os humildes, e resiste aos soberbos; e quis que o Leão temesse ao Galo, e o Rato pudesse inquietar o Elefante.


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Ano de publicação: 1684.
Origem: Portugal.
Pesquisa e adequação ortográfica: Iba Mendes (2022)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

A águia e a raposa (Fábulas), de Justiniano José da Rocha

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A ÁGUIA E A RAPOSA

Uma águia tinha filhos; para os alimentar, apanhou os filhos de uma raposa. A aflita raposa suplicou, instou; nada conseguiu. Altiva e desdenhosa, a águia zombou dos seus rogos, e preparou-se para devorar os raposinhos. Então a raposa valeu-se de bem inspirado estratagema: começou a cercar com muita palha e folha seca a árvore em que tinha a águia o ninho, e pôs-lhe fogo. Vendo-se ameaçada pela labareda, e reconhecendo que perdidos estavam os seus filhos, a águia pediu paz; entregando os raposinhos, a conseguiu.

MORAL DA HISTÓRIA: Forte ou poderoso não ofendas a quem supões fraco; pois hás de ter um lado vulnerável, e o fraco saberá descobri-lo. 

 

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Ano de publicação: 1852.
Origem: Brasil  (imitadas de Esopo e La Fontaine)